Voce deixaria a carreira pelo seu filhos?

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Você deixaria a carreira pelo seu filho?
Enquanto as amigas pensavam em conquistas e carreira, elas optaram em ter filhos e ficar em casa. Agora, contam como se sentem com a decisão que tomaram.
por Conceição Gama
26/08/2010 | 02:28

A dentista mineira Flávia Bernardes, 31, nunca se imaginou fora do consultório. Até que, cheia de planos para a carreira, ficou grávida. E mudou de ideia. “A jornada intensa me fez escolher entre a carreira e a família. Não imaginava, mas virei uma mãe ‘leoa’, daquelas que não confiam em quase ninguém para cuidar dos filhos. Então, escolhi ficar em casa”, conta ela, que é mãe de dois meninos.

Flávia de Moraes, 27, é pernambucana e, ao contrário de sua xará mineira, desde cedo pensava em casar e ter muitos filhos. Para suas amigas, seu pai e até o seu sogro, no entanto, ser dona de casa parecia… antiquado. Ou fora do padrão das mulheres de hoje. “Precisei ter coragem para enfrentar os julgamentos e me dedicar apenas à função de mãe. Não me arrependo de jeito nenhum”, diz ela, que se casou aos 23 e hoje é mãe de Mateus, 3, e Maria Eduarda, 1.

“Embora as pessoas geralmente pensem o contrário, tomar uma decisão de ir na contramão do que a sociedade espera pode ser o reflexo de uma autoestima elevada”, diz a psicóloga Rita Romaro, membro da Sociedade Brasileira da Psicologia. “A pessoa toma decisões sem medo dos julgamentos alheios”, diz. Rita lembra, no entanto, que até a mulher mais segura de si precisa ter consciência que vai ter que administrar as incertezas em relação a suas escolhas.

Flávia Bernardes sabe bem o que é isso. “Tive momentos de crise. Me via trancada em casa, sem poder ter a liberdade de ter uns momentos às sós comigo mesma. Nessa época, engordei muito, o que acabou com a minha autoestima. Mas dei a volta por cima e hoje sou segura da decisão que tomei. Penso, um dia, voltar a trabalhar. Mas não vai ser agora, pois os meus filhos ainda são muito pequenos e eu quero acompanhar cada detalhe da infância deles”, diz.

De acordo com a terapeuta, ela está no caminho certo. “É importante saber até que momento essa opção é satisfatória e ter flexibilidade pra ir adaptando essas decisões”, diz.

Futuro diferente
Flávia de Moraes nunca entrou em crise pela decisão, mas também consegue planejar um futuro com outro estilo de vida. “Quando meus filhos estiverem um pouco maiores, quero cursar uma faculdade”, diz. Flávia não está sozinha: uma das maiores empresas de recursos humanos dos Estados Unidos, a Catalyst, indica que 25% das mulheres com filhos pequenos decidem não voltar para o trabalho. Segundo a mesma pesquisa, que entrevistou duas mil mães de 20 a 44 anos, 83% delas garantiu que a chegada do filho fez com que elas valorizassem mais a vida em família e menos o sucesso na carreira.

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